Life

“To The Bone” – Eu vi e vai que gostei.

27 Julho, 2017

MV5BMTU1MTQ0NDAyNV5BMl5BanBnXkFtZTgwNjQ4MjE4MjI@._V1_UX182_CR0,0,182,268_AL_

Ora bem, eu sei que muitos de vocês acham mais piada a um filme com corridas de carros, ou com lutas para salvar a humanidade ou algo que envolva um pouco mais de acção do que os nossos dias de Inverno em Portugal quando não anda tudo em alvoroço devido a todos os fogos da altura de Verão, confesso que eu também. Gosto de um filme que me prenda toda a atenção, que tenha história, que me faça saltar da cadeira, respirar de emoção e que não me dê mais sono do que os meus dias de trabalho lá na loja quando o resto do pessoal já não tem dinheiro para gastar. Gosto, e até gosto bastante. Mas de vez em quando gosto de ver um filme mais real, onde a ficção não entra, ou pelo menos não está tão presente, em que as histórias são calmas e baseadas em vidas e situações reais.

Por norma estes são filmes mais pacíficos (nada de filmes de terror para mim se fazem favor) e que nos deixam a pensar na vida, na nossa e na de terceiros. São filmes que acabam por nos deixar a caixa de massa cinzenta a trabalhar durante algum tempo apelando à nossa consciência e ao nosso bom senso para pensar um pouco no que vai mal no Mundo (coisa nada pouca, portanto).

Ontem, na casa de amigos acabamos por ver um filme que nem sei muito bem se vai sair nos cinemas, mas que fazia bem a muito boa gente. “To the Bone” é o nome e a história do mesmo fala da vida de uma jovem artista com distúrbios alimentares e sobre a batalha para vencer os mesmos em troca da sua própria vida. Não vos vou estar para aqui a contar o filme como alguns “spoilers” que conheço, mas ficam pelo menos com a ideia.

Sim, o filme dá que pensar se forem como eu que coloco sentimentalismo em tudo, e também nos mostra o quando é difícil para alguns lutar por algo tão simples como conseguir comer, mas mais do que isso, mostra-nos que por vezes precisamos de mais ajuda do que aquela que estamos dispostos a aceitar ou até que a maior ajuda possível tem de vir de dentro. Sinceramente, muitos de vocês vão incluir este filme na lista dos filmes chatos a não por os olhos em cima, mas por acaso não consegui tirar os olhos do ecrã, absorvendo qualquer bocadinho de sabedoria  que dele pudesse vir. É um bom filme sim senhora, e eu gostei. Fiquei com a sensação que este é uma excelente obra para mostrarem aos vosso amigos que estão mais em baixo porque a vida assim os deixou ou para aqueles que precisam de uma motivação extra e não sabem onde a encontrar.

Para não vos estragar mais nada, deixo-vos só aqui o trailer:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.