Life

Tecnodependência

1 Setembro, 2016

Já toda a gente sabe que os vícios desta geração são as tecnologias e tudo o que se enquadre nessa família de materiais, por isso quando se falava de Tecnodependência, quase não damos importância de tal banal ser nos dia de hoje. Eu própria, sabendo que estava sempre actualizada no que toca a redes sociais e conteúdos informáticos, não me considerava como uma dependente da Informática, mas sim uma entusiasta que gostava de saber o que se passava por esse Mundo fora e de procurar inspirações para o dia-a-dia, e acreditem que para sobreviver aos meus dias, inspiração positiva era coisa que não poderia mesmo faltar, mas nunca tinha reparado o quanto os meus materiais tecnológicos eram especiais e importantes para mim até ao principio desta semana, em que deixei o meu smartphone partir numa viagem até ao arranjo da garantia que a marca fornece, por motivos que ninguém me sabe bem explicar ao certo, o que também implica não me fornecerem datas previstas para entrega. “Tudo bem”, pensei eu, “Tenho o tablet e o PC para desenrascar a coisa”. Pois, não foi muito bem pensado. Sendo eu uma pessoa que publica diariamente no Instagram, imaginem o que é quando vamos tirar uma foto da paisagem mais bonita que já vimos até hoje, e o nosso telefone antigo (que serve para remediar) não suporta sequer a aplicação, o tablet não tem Internet móvel e o Portátil como é lógico, está em casa.

Parecendo que não, este tipo de situações não são das mais adequadas para uma fanática dos posts diários como eu, deixando-nos de mau humor e deixando os dias sem piada. Mas teria eu a noção de tudo isto, se tivesse o meu smartphone comigo? Provavelmente não. E provavelmente se passa o mesmo com maior parte das pessoas por aí fora. Ainda ontem vi, numa festa de anos, uma criança que não tinha mais do que sete anos completamente aficionada ao seu smartphone que alguém da família lhe tinha oferecido. O que raio faz uma criança de 7 sete anos com um aparelho destes nas mãos? Lembro-me de ter o meu primeiro telefone aos 13 anos e ainda assim foi-me oferecido por motivos de segurança na escola, mas onde não tinha acesso a contas de Internet, fotos e afins, apenas a mensagens e chamadas controladas pelos meus Pais e aos jogos que o próprio aparelho já trazia (que eram um mimo deixem-me dizer).  Tudo isto me deixa a pensar onde raio vai estar a nossa dependência daqui a uns quantos anos e o que vai ser da cabecinha de crianças como aquela que não sabem fazer muito mais do que tirar fotos com o aparelho e publicar na Internet. Somos assim tão dependentes dos nossos pequenos (ultimamente grandes) aparelhos electrónicos portáteis?

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