Fashion&Style

“Socorro! Não tenho nada para vestir!”

12 Janeiro, 2016

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“Socorro! Não tenho nada para vestir!”

A frase mais ouvida de sempre por qualquer mulher que tenha mais de duas camisas da mesma cor, ou dois pares de calças de ganga no armário. É também das frases mais cliché dos tempos de hoje, visto que a população jovem faz o que pode para levar as mãezinhas ás lojas de roupa para estarem actualizadas em relação ás tendências.

Dei por mim a usar esta frase, mais vezes do que necessito, porque sejamos sinceros, o meu armário está tudo menos vazio, e se há coisa de que não me posso queixar é disso mesmo. Cada vez que tinha um evento, experimentava inúmeras vestimentas e lá ia a caminho das lojas á procura de qualquer coisa diferente. Normalmente este “diferente” não passava de mais uma camisa branca, como se eu não tivesse uma infinidade delas de todos os cortes e tamanhos, e por alguma razão achava eu que o meu roupeiro ficava completo com a peça que tinha acabado de comprar. Mentira. No próximo evento acontecia exactamente o mesmo.

Seria  de esperar que por mais que nos digam que estamos a ocupar muito espaço com a nossa roupa (incluindo o roupeiro do nosso irmão) que tivéssemos a percepção de que temos roupa mais do que suficiente, mas a realidade não é bem esta, e quem beneficia com isto são mesmo as empresas do ramo.

Porque o mercado está feito para isso mesmo, convencer meio Mundo de que precisamos daquela peça de roupa porque se usa imenso este ano e que por alguma razão somos invisíveis se não tivermos uma também. O mais estúpido disto tudo é que 90% das peças  que constituem a minha colecção são intemporais e nem fazem parte de modas passageiras.

Gostava de não voltar a proferir esta típica frase tão cedo, até porque a quantidade de coisas ainda com etiqueta aqui penduradas é estupidamente ridícula e não faz sentido nenhum.

Pode ser que este ano, e com as prioridades definidas, as coisas sejam diferentes e não vá a correr para as lojas assim que tenho um simples jantar.

Porque vá lá, precisamos assim de tantas saias pretas?

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