Life

Sentenças hà muitas, mas isto continua na mesma.

16 Agosto, 2017

Das muitas situações que vejo ao longo do dia que me vão enervando as entranhas, e que me revoltam tal e qual uma criança indigo, tive o desagrado de ver, no dia de ontem, mais uma que me deixou mais uma vez com vontade de reclamar a meio Mundo. E como eu não sou eu se não reclamar, eis que surge este post e desta vez por causa dos nossos companheiros de 4 patas.

Passo a contar o sucedido: Estava eu à porta da Loja, sem grande coisa para fazer porque o movimento lá dentro não era assim tanto e eis que vejo passar uma família com crianças, adultos, adolescentes , idosos e para minha surpresa e expressão de “ohhhh que fofinho” com um cão ao colo que não seria maior do que a minha mão. Penso eu tratar-se de um chiuaua de pelo castanho que passava bem por um brinquedo não fosse ter uma trela presa à coleira (e mesmo assim disfarçava bem). Conforme este meu ar de quem viu a coisa mais fofinha de sempre, eis que passa uma segurança por este grupo de pessoas e começa a ralhar afirmando que o animal não podia estar ali e mais umas quantas balelas que eu não consegui perceber. Não querendo ser má pessoa, nem causar problemas, a senhora mais idosa do grupo agarrou no pobre animal e saiu em direcção à porta da rua, esperando para que os restantes pudessem fazer as tarefas que tinham vindo fazer.

Ora bem, há aqui umas quantas coisas que me chateiam, começando pela regra estupidamente ridícula de não ser permitido animais dentro do centro comercial. Alguém que me explique o porquê de isto ser assim? É porque sujam? Porque cheiram mal? Porque fazem barulho? Minha boa gente, eu sei que talvez não passam assim tanto tempo dentro daquelas paredes de betão para verem o que se passa lá dentro na realidade, mas a verdade é que mesmo sem animais a caminhar por ali, a sujidade, o barulho e o cheiro continua a ser uma constante, devido às pessoas que se acham demasiado importantes para limpar o que sujam, às criancinhas que andam a correr de um lado para o outro sem a supervisão dos pais e a berrar como se aquilo se tivesse tornado num parte infantil que se encontra perto de uma festa de anos, e o cheiro… bem, digamos apenas que se considera natural da zona.

Regras são regras, e ninguém é assim tão importante para as quebrar, mas sejamos realistas, como é que raio um cão daquele tamanho, que anda ao colo dos donos de tão pequeno ser, pode prejudicar o funcionamento daquele dito centro comercial de tal maneira que tenha de ser posto porta fora a correr?  Enquanto noutros Países, as portas destes espaços comerciais são abertas nos tempos frios  para abrigar animais de rua, no nosso ainda seriam bem capazes de os molhar com água para que se afastem dali. É coisa que não entendo.

E agora que falo disto, acabei por me lembrar de outra situação que ocorreu no mesmo espaço em que tentaram, e conseguiram, expulsar um cão guia, apenas porque a pessoa invisual tinha, para além do animal, um acompanhante e ao que parece isso tira o direito do animal de ali estar. Sinceramente? Acho todas estas regras que envolvem animais nos espaços comerciais onde não estamos a lidar com produtos alimentícios, uma completa idiotice e tempo perdido, até porque o raio dos bichos não fazem mal a ninguém. Incomodam? Existe muito boas criaturas problemáticas que incomodam os lojistas e os outros clientes, mas ninguém os impede de andar por aqueles corredores e lojas a perturbar o trabalho e o dia das pessoas.

Sim, estou a comparar humanos com cães, e não, não é a primeira vez que o faço, até porque o meu pequeno animal de companhia de 4 patas, ainda que extremamente desajeitado e não muito inteligente, consegue ser um excelente ser animal ao contrário de muitos de 2 patas e cabeça racional. O que mais me chateia no meio disto tudo é a quantidade de vezes que as coisas são levadas à letra no que toca ao mal que os animais fazem, mas quando a situação se inverte o caso muda de figura e já não é assim tão importante.

Claramente, este País continuará o mesmo, por mais sentenças que sejam lidas.

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