Life

Seguradoras – Ou por outras palavras: Guerras constantes do dia-a-dia.

15 Novembro, 2017

Voltamos a falar de seguros por aqui, e para não variar sobre o descontentamento com os mesmos, com a excepção de que desta vez não pode haver margem para erros da parte deles.

Ora bem, todos vocês devem ter percebido a minha guerra com a seguradora de equipamentos, Domestic&General, em relação a um equipamento que desde Janeiro ia e via todos os meses para arranjar à conta deles, e voltava exactamente na mesma. Demorou quase um ano, mas finalmente chegaram à conclusão de que o equipamento não tem arranjo e que nem tão pouco sabiam qual era o erro, acabando por me reembolsar pelo mesmo (mas isso é uma história que vos vou contar depois). Hoje volto para vos contar outra guerra aberta que a minha família está a ter com outra seguradora, e desta vez com um seguro de vida.

A seguradora, que dá pelo nome de Fidelidade Seguros, fazia parte do acordo do crédito habitação dos meus Pais, tal como faz de muitos outros Portugueses, sendo que se paga todos os meses uma taxa pelo seguro que afirma que no caso de fatalidades ou acidentes que causem incapacidades aos segurados, a habitação em questão fica paga ou pelo menos as prestações ficam reduzidas em metade, dependendo dos casos. Andando já eu nestas andanças de procurar casa, já consultei alguns bancos e em todos a história em relação aos seguros era quase sempre a mesma, ou pelo menos parecida, mas para vos ser sincera ainda não percebi muito bem como é que funciona na vida real e não pelas bocas dos indivíduos que nos vendem tais seguros.  O que eu também ainda não percebi, é se as situações cá de casa acontecem todas pela primeira vez em Portugal, visto que as entidades não as sabem resolver ou então andam a empatar com as mesmas.

Vamos falar do nosso exemplo, que eu começo a achar que pode ser igual ou parecido ao de muito boa gente. Os meus pais fizeram o seguro de vida quando arranjaram o crédito para a habitação, tudo muito bem, sempre tudo pago sem faltar um tostão, mas o certo é que o Pai já faleceu quase há dois meses e a situação não está resolvida, e muito menos foi ainda avaliada. “Faltam 2 documentos” dizem eles, mas o certo é que um dos documentos até já foi enviado 3 vezes, juntamente com vários e-mails a pedir respostas, e eles continuam a afirmar que não recebem nada. Um dos documentos em falta é nada mais nada menos do que o relatório da autopsia, relatório esse, que no dia 29 de Setembro nos foi informado que não seria necessário para o caso não havendo sequer necessidade de ser feita uma autopsia, mas que por obra do Espírito Santo afinal já passou a ser, e agora já exigem?  Desculpem-se se estou a ver mal as coisas, mas não vos parece que quando se trata de pagar às ditas entidades, tem de ser tudo estritamente correcto e quando se trata de serem eles a tratar de nós já temos de aguardar e aguardar (juro que se da próxima vez que ligar para lá a pedir informações sobre o estado do processo, me metem em espera ou transferem chamadas para trás e para a frente, que os mando todos ir dar uma curva). É impressão minha ou eles tentam sempre tramar uma pessoa? É impressão minha ou eles tentam sempre fazer as coisas há maneira deles sem terem a mínima noção das consequências na vida real?

Estou farta de seguradoras infiéis e que não cumprem com as normas até à ponta dos cabelos, e sinceramente quase que tenho vontade de criar uma só minha onde realmente o que importa é o cliente e não o dinheiro a entrar em caixa para que os grandes donos possam andar em grandes carros e possuir grandes casas.  Só durante este ano já consegui ter uma guerra aberta com duas seguradoras, e nem quero imaginar a quantidade de guerras que maior parte dos Portugueses têm para ter uma vida normal. Sinceramente este País continua a meter-me nojo em relação a funcionamentos, regras e papeladas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.