Life

Party Pooper

26 Setembro, 2017

O aniversário está a menos de uma semana, e nem por isso me sinto mais velha ou madura do que era há coisa de um ano atrás. De facto, até me sinto ansiosa para que esta saga dos 25 anos termine para que talvez possa iniciar um novo capitulo da minha vida que não envolva tantas vezes a palavra NÃO e uma quantidade de acontecimentos negativos e irritantes.

Os 26 estão mesmo aí há porta e como todos os anos, eu gosto de oferecer algo a mim mesma (E porque não?). Algo que seja mesmo aquilo que andava há procura, algo que não fico há espera que ninguém ofereça, porque nem faz parte de mim esperar que tal aconteça. Este ano não foi excepção, mas correu um bocadinho mal para o lado do mais-que-tudo.

Acontece que este ano estava indecisa entre duas malas de marcas, cores e modelos distintos, e quando acabei por me decidir por uma, liguei para a loja a reservar e pedi ao fofinho para ir lá buscar. Acontece que afinal esta mala, este presente que eu decidi oferecer a mim mesma, era exactamente o mesmo que ele tinha agendado para me oferecer a mim. Tinha de ser não é verdade? Acontece que eu realmente tenho um namorado que até ouve a quantidade de vezes que a frase “gosto tanto disto ou daquilo” sai da minha boca em frente às montras ou às prateleiras das lojas e que me tenta surpreender. O meu único problema é não ficar à espera para ser surpreendida. Quando contei esta história a alguns amigos, quase todos me disseram o mesmo, apelidando a minha pessoa de “party pooper” e de impulsiva, completando com frases do género: “Quem é que compras coisas antes do aniversário?”.  Olá, essa serei eu. Não consigo habituar-me à ideia de esperar que alguém me dê ou faça algo e por isso tenho a tendência de avançar antes do momento, e talvez por isso seja uma pessoa um pouco difícil de surpreender.

Desde o meu primeiro ordenado, que as minhas coisas são da minha responsabilidade, quer se trate de uma mala, uma viagem ou da caixa de cereais que guardo na cozinha da mãe, e tenho muito gosto em dizer que é assim. Não gosto de depender de terceiros para ter aquilo que quero ou gosto e sem dúvida que não gosto de esperar (quanto à parte da espera acho que posso melhorar). A surpresa do mais-que-tudo foi uma surpresa no final de contas porque eu não sabia o que era, e fiquei bastante contente por ele me ouvir, apenas recebi a surpresa uma semana antes.

“Party Pooper”. Acho que me posso habituar ao nome e continuar a comprar uma prenda a mim mesma nos anos que se seguem, até porque agora posso optar pela minha outra escolha e ficar assim com duas. Mas sejam lá sinceros, serei a única que oferece a si própria prendas no aniversário?

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