Life

Os Casados. E a diferença de um bom comentador.

4 Novembro, 2019

No dia em que estreou a primeira temporada de “Casados à primeira vista”, eu tive de ver para perceber do que se tratava. Mudei a televisão e deitei-me no sofá. Escusado será dizer que adormeci em 3 segundos como de costume e acabei por não ver coisa nenhuma. Com muita pena minha, pois de acordo com as minhas fontes, e por fontes diga-se os meus amigos da zona Oeste prontos para uma boa partilha de cusquisses, o primeiro episódio envolvia malta da nossa zona (quem não se lembra do casamento televisivo da Eliana com o surfista não-sei-de-onde e da confusão entre aqueles dois que em comum só tinham a cor do cabelo?).

Perdi os episódios seguintes por causa dos horários de trabalho, até que quando finalmente consegui perder 3 minutos do meu Domingo a olhar para toda aquela barafunda de casais, já tinha perdido o fio à meada e desisti. Ia lendo os podres nas noticias e casa desse nos programas da tarde ou da manha da SIC, onde a malta ainda juntava mais lenha à fogueira, como se a Diana Chaves e os 3 (ou são 4?) juízes não se encarregassem bem do assunto sozinhos. O programa acabou entretanto e eu não tive paciência para me actualizar sobre quem é que tinha ficado com quem.

No entanto, como tudo o que tem alguma piada, as televisões acham que é para repetir até abusar, toca de lançar uma segunda temporada do programa de casamentos. Não vi o primeiro, nem o segundo, nem o terceiro. Sinceramente, só lhe pus os olhos em cima no episódio de ontem à noite, ficando outra vez sem vontade de ver o resto. Desde o inicio desta segunda temporada, só tinha acompanhado as situações nos anúncios do canal, noticias na net e nos stories da Pipoca mais Doce. Nesta ultima, era como eu gostava de ver as coisas, tal era a quantidade de ironia e sarcasmo naqueles posts, chamando a atenção para o que era realmente ridículo naqueles episódios. Ainda pensei “eh pá, isto agora está com mais piada”, o que me levou ao episódio de ontem e a minha vontade de o ver, impedindo a minha tia de ver o MasterChef (que normalmente até prefiro). Após 15 minutos daquilo e já estava a achar uma seca, começando eu a considerar que a Ana Garcia Martins fazia melhor figura a comentar aquilo do que a voz que se houve num tom quase tão morto como as folhas das árvores do meu quintal depois desta humidade todas dos últimos dias. Foi quase tão aborrecido, como ver um jogo de futebol pela primeira vez ao vivo e não ter o comentador (pelo menos para mim, que nem sei quem tem a bola nos pés se o homem da televisão não o disser). Ou talvez até mais. Fui dormir.

Hoje de manhã, ainda dei um pulo ao Instagram da Ana à procura do dito sarcasmo e ironia, para ver se me animava ou entusiasmava outra vez com a coisa. E sim, é muito melhor vindo dela pah! Alguém na SIC que arranje um trabalho à mulher como comentadora, porque se é para fazer algo deste género é para fazer bem feito. Após isto, fiquei também a saber que a Ana Raquel tinha saído do programa (coisa que não me admira, ou na realidade até admira, tal era a tendência para contrariar que criatura tinha), e senti que parte da piada e do gozo do programa ficou perdida por aí algures.

Obrigada Ana Martins por teres dado piada à coisa por uns tempos.

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