Life

No sitio errado, há hora errada e sem o norte orientado.

9 Março, 2017

Quando comecei a escrever este post, já ia para aí com 20 linhas de texto e cheguei à conclusão de todas as palavras que aqui estavam expostas não faziam sentido para ninguém e por isso acabei por apagar tudo na tentativa de voltar a expor a minha ideia como se a mesma pudesse alguma vez fazer sentido para alguém que perca tempo a ler o que aqui vai escrito. Perceberam? Eu também não.  Vamos cá a ver se consigo expor a coisa da maneira mais explicita que posso: Eu não me sinto eu. Assim está melhor?

“No sitio errado, há hora errada e sem o norte orientado.”. Não poderia ter escolhido um titulo mais adequado, uma vez que tal como a minha vida, o mesmo não faz sentido absolutamente nenhum. Alguma vez sentiram que estão a viver uma vida que não vos pertence? Como se fosse algo falso, sem objectivos, nem sonhos, nem esperanças de qualquer género? Simplesmente à deriva do que isto possa dar? Olá, esta sou eu. Uma pequena criatura que não consegue ter satisfação com a vida pessoal, profissional e por aí fora. Todos os tipos de frustração que possam imaginar, acreditem eu sinto ou já senti. Se antigamente a frustração passava por tentar arranjar uma casa em Portugal a que pudesse chamar de lar e que não estivesse com as paredes a cair, agora passa pelo ordenado da treta que continuo a receber por 11 horas fora de casa (8 horas de trabalho, 1 de almoço, 1 para lá chegar e outra para voltar para casa). Mas deixando de parte esses pequenos pormenores, que são basicamente o mal de toda a gente neste País que a única coisa que sabe é valorizar os políticos corruptos e aldrabões que lá metemos, a minha maior frustração deve-se ao facto de esta não ser a minha vida. Basicamente não me identifico com aquilo que faço, com os sítios onde estou e muitas das vezes com quem sou. Por isso mesmo, num Mundo paralelo a este, eu devo ser uma programadora informática, a ganhar imenso dinheiro, com uma casa cheia de luz e decorações modernas (o carro pode ficar o mesmo que eu adoro o meu brinquedo novo), feliz e que até pode andar super bem vestida pelo escritório. É, isto seria eu, numa vida com a qual apenas posso deixar nos sonhos lá bem escondidos no subconsciente. Era um caraças de uma bela vida, isso era. E consigo visualizar-me nela, como se de um puzzle se tratasse e todas as peças encaixassem na perfeição.  A essa minha pessoa, nesse Mundo paralelo, só tenho a dizer que aproveite ao máximo a vida que tem, porque esta aqui deste lado não agrada a ninguém. Ela que fuja a sete pés desta outra realidade para que não caia no mesmo buraco que eu.

E agora, esta é aquela altura em que eu digo muito simpaticamente a toda gente que queira ser solidária comigo e não me queira deixar fazer o papel de maluquinha que apresenta sinais de vir a ser uma solitária de 40 anos com 20 cães em casa (essa coisa dos gatos em casa causa-me arrepios na espinha), queiram fazer o favor de me dizer que também se sentem assim e que eu não estou a perder o juízo de vez (o que não me admirava assim tanto quanto isso). Alguém por aí que se queira juntar à minha loucura? Quem sabe, podemos vir a partilhar a minha super casa da minha realidade paralela.

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