Life

Não entendo. Não percebo. Mas já me está a enervar.

14 Setembro, 2015

É dos assuntos que mais se ouve falar hoje em dia, e aquele que se pode ler em cada página de jornal, rede social ou boletim de noticias. Os refugiados.

Confesso que não estou dentro do assunto desde o principio, e não dei grande importância assim que comecei a ver cabeçalhos sobre o assunto em todo o lado, mas agora que isto está a tomar uma nova dimensão, confesso que me está a fazer um pouco de confusão o que vai na cabeça das pessoas.

Ora portanto, segundo consegui apurar, quase todos os Países europeus estão a receber refugiados, tirando um ou outro onde seria necessário obter um viso de trabalho para que pudessem permanecer e esse mesmo viso exige um passaporte válido que muitos deles não têm. Uns mais do que outros, os Países vão abrigando os mais de 430 mil refugiados que atravessaram pleno mar Mediterrâneo para conseguirem ter uma hipótese de sobreviver, consoante as necessidades financeiras que os mesmo possam fornecer.

Acredito que seja difícil aceitar que os governos ajudem mais a população que vem refugiada de fora, do que as próprias sociedades já existentes, mas vamos ser cá um bocadinho duros e sinceros, Portugal, ou melhor, os habitantes Portugueses, não estão a achar piada à situação e eu já começo a ficar farta de ver a reacção do dito povo Português.

Sou Portuguesa sim, mas não me incluo nesta sociedade que apenas pensa no dinheiro que pode ficar sem receber, ou nos benefícios que perde por ajudar pessoas que apenas pedem para sobreviver num Mundo caótico. É certo que não é justo. Temos inúmeros desalojados no nosso País que davam tudo para receber uma pensão e uma casa do Estado, mas isso não acontece. E porque razão devem as pessoas inocentes pagar pelos erros dos que escolhemos para administrar a nossa nação?

Deixem-me relembrar-vos que estamos a falar de pessoas que fogem das suas vidas, dos seus empregos, de tudo o que possuíam, e fazem-no em barcos de borracha, correndo o risco de perder as próprias vidas, de maneira a que possam ter uma hipótese sequer de poder manter as suas famílias a salvo. Sem mais ninguém, sem bagagens, sem dinheiro, e com a previsão e esperança de chegar a um País onde não conhecem ninguém.

Estamos a falar de seres humanos com medo. Como é possível virem-me falar do facto de eles ficarem com o que é nosso, ou de poderem estar a preparar uma invasão, ou disto, ou daquilo? É ridículo que sejamos assim tão egoístas que apenas queremos manter o que nunca foi nosso sequer, sem dar uma mão de ajuda. É realmente um Mundo que me entristece, e por muito que me digam mais factos e argumentos, esta é a minha opinião e não a quero mudar.

Pensemos da seguinte forma, talvez se a nossa sociedade, e as outras existentes não fossem tão egoístas e egocêntricas, talvez não chegasse a haver a necessidade da palavra refugiado. E é isto.

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