Life

Meti os pés na Zilian e detestei!

28 Maio, 2017

Sim detestei, odiei. A minha primeira visita a uma loja Zilian foi exactamente aquilo que não se esperaria da minha pessoa. Sempre andei de olho nas colecções da marca e de todo o caminho que vão percorrendo de estação para estação, de ano para ano, e sempre achei imensa piada a grande parte dos modelos que se apresentavam por si só e quase nos chamavam pelo nome.

Ontem, após visitar a ZARA da Avenida António Augusto de Aguiar (um mimo de loja, deixem-me já dizer), e de entrar pela primeira vez no El Corte Inglés de Lisboa, deparo-me com uma loja Zilian, onde nem sequer existia muita confusão no interior. A montra convidava a entrar e como o mais-que-tudo também não tinha muita pressa, acabei por obriga-lo a entrar. A decoração era muito minimalista, dando muito ênfase aos sapatos da nova colecção que estavam dispostos por tamanhos em pequenos e acolhedores corredores. Já tinha visto alguns vídeos de bloggers visivelmente mais respeitáveis que eu, por isso já sabia mais ou menos o que me esperava. Apesar de o meu tamanho ser dos últimos corredores da loja (dona orgulhosa de um 39) passei por cada um daqueles corredores e meti os olhos em cada uma daquelas prateleiras. Nunca se sabe o que se poderia encontrar. Eu encontrei uma relação de amor/ódio sem igual. Por dar de caras com sapatos tão bonitos e confortáveis (que até o mais-que-tudo adorou), mas por estar numa altura de poupança máxima. É um crime não é? A minha primeira visita à Zilian ficou marcada por esta terrível doença chamada poupança, que predomina dos baixos salários que a malta recebe hoje em dia. E sim, sair daquela loja de mãos a abanar depois de ter tido encontros escaldantes apenas com o olhar com cada um daqueles pares de sapatos, tornou aquela primeira vez em algo extremamente detestável. Horrível mesmo. Assim que saí, a vontade de voltar atrás e trazer umas sandálias de salto largo com tiras castanhas cruzadas à frente, que custavam apenas 79,99€, era mais do que muita, mas só para me contrariar, a minha outra parte de mente que não se deixa enganar por um belo par de saltos e que aparentemente foi ao ginásio treinar a sua força, relembrou-me, e quase que me forçou a seguir com o meu caminho e com a minha vidinha, deixando para trás as sandálias da Zilian que gritavam o meu nome (quase que se ouvia ainda no Marquês) e que me pediam para as trazer. Acabei por erguer a cabeça, tentando esquecer a tão má experiência que a Vânia responsável causou à Vânia com a cabeça no ar, na sua primeira visita à Zilian. E parece que ainda oiço as sandálias a chamar por mim.

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