Life

Fomos a Inglaterra!

21 Março, 2018

Pessoas fomos a Inglaterra! E tenho tantas coisas para vos contar. Sabiam que esta foi a minha primeira viagem para fora do País? E sabiam que esta foi a minha primeira viagem de avião? Ok, pareço uma menina de 5 anos entusiasmada como se estivesse a contar aos amigos como foi a sua noite de Natal, mas sinceramente é assim que me sinto. Vivi coisas novas, experimentei coisas novas (e não, não comi só hambúrgueres) e senti coisas novas.

 

A viagem de avião.

É verdade, esta foi a minha primeira viagem de avião para qualquer lado que seja, e confesso que apesar do desconforto que se sente equivalente àquele que sentimos quando andamos num carrossel qualquer ( e não liguem às más línguas que provavelmente vos vão dizer que eu estava cheia de medo e a fazer caretas de pânico), a coisa até se torna bastante confortável. Para esta primeira vez, optámos viajar com a TAP, uma vez que até levávamos malas de porão e afins, e devo dizer que achei o atendimento, assim como os voos (apesar de não ter meios de comparação) bastante agradáveis.

A cidade de Nottingham.

Foi onde passámos maior parte dos dias, em explorações e passeios para conhecer um espaço bem diferente de qualquer um aqui em Portugal. Pelo menos, a meu ver. Esta cidade, onde vive o mano, passou a ser uma das minhas preferidas, e apesar de ser um local onde o frio é constante e onde todos os dias chove um pouco em qualquer altura, gostei imenso das pessoas, das ruas, da localização das coisas, da acessibilidade a tudo e a qualquer lado e da diferença, por exemplo, entre Nottingham e Lisboa.

À parte da condução daquela gente, que me faz imensa confusão (tenho de admitir que se fosse para conduzir um carro naquela Terra, teria um acidente na primeira curva), e do frio, tudo ali me agradou, desde a simpatia das pessoas (literalmente, houve uma senhora que passou uma viagem de comboio de 3 horas a pedir-me desculpa por ter entornado um café aos meus pés), ao estilo tão próprio das habitações, maioritariamente cobertas de tijolo e portas com estilos românticos, e claro as lojas. As lojas estão todas ali à mão, e quem diz lojas, diz restaurantes de vários estilos. Até o cinema, que me pareceu enorme, foi uma experiência nova para mim, visto que assistimos à estreia da nova TOMB RAIDER em modo IMAX 3D. O gosto por vestir bem também é notório por aqui, ainda que por vezes com estilos bastante diferentes (literalmente vi uma menina dos seus 15/16 anos a apanhar o autocarro com um conjunto de tweet e lantejoulas bem ao estilo CHANEL, mas 5 vezes mais a puxar para o parolinho), sem esquecer a maquilhagem que também é muito importante por aquelas bandas. Em certos casos até demais, e se as bases pareciam ser o mais importante para muitas, acreditem que as sobrancelhas tinham todo um jogo próprio por aqui, tanto que por vezes tive de conter a minha vontade de tirar fotos às coisas que iam encontrando. Até a mãe, que não liga patavina a isto, chegou a dizer que algumas delas se deveriam ter inspirado no Spock do clássico Star Treck. O que rimos ainda há conta disto.

Por outro lado, temos também todo o lado mais histórico da cidade, com os castelos, as caves (que não achei valerem a pena a visita), as igrejas,  e os edifícios mais marcantes, capazes de inspirar muitas histórias de amor, assim o Wollaton Hall, o palácio sitiado nas redondezas de Nottingham, que por dentro contêm um museu com alguma história da região e com todo um parque gigante à sua volta onde podem relaxar, ver esquilos e veados bem de perto. Facto curioso sobre este palácio: A fachada do mesmo foi usada como casa do Bruce Wayne nos filmes do Batman.

Um dia por Londres.

Este foi aquele dia que começou às 3 da manhã e só terminou por volta das 2 da manhã do dia seguinte. 2 Viagens de autocarro desconfortáveis de 4 horas cada entre Nottingham e Londres, que acabaram por valer a pena. Chegámos a Londres e a primeira que coisa que pusemos os olhos, foi a residência de Sherlock Holmes, agora transformada num museu sobre a sua vida, mas que devido às horas que chegámos não tivemos oportunidade de ver. Passámos então aos monumentos de maior dimensão, nomeadamente o Palácio de Buckingham (e sim, a Rainha estava em casa) e todas as pessoas que costumam circular à volta dos portões e gradeamentos prontas a tirar uma foto ao que puderem,  e claro, a todo aquele esplendor de habitações do governo e jardins à volta do mesmo. Basta andar um bocadinho para chegar-mos perto do Big Ben e do London Eye logo a seguir (se estiverem com intenções de o visitar aviso-vos já que não vão ver nada sem ser os ponteiros do relógio, tal é a quantidade de andaimes que rodeiam o mesmo para as renovações. Grande timing que nós tivémos). Não andámos no London Eye porque a fila nos pareceu interminável e porque tínhamos todo um esquema de coisas para ver a seguir, mas tirámos inúmeras fotos ao mesmo e junto do mesmo, claro.

A nossa grande aventura a seguir, foi no metro de Londres, ou como lá é chamado, London Undreground. E o que tem isso de especial perguntam vocês? Pois bem, se sentem a necessidade de o fazer é porque ainda não andaram nele de certeza, porque o mesmo é semelhante ao de Lisboa, com a particularidade de ser mil vezes maior, mais extenso e mais complexo, tanto que é considerado o maior do Mundo. Acreditem em mim, que andar por ali é uma aventura a 100%, e descobrir os caminhos e linhas a seguir é como decifrar a saída de uma casa dos horrores. De seguida fomos encaminhados para a Tower Brigde, que apesar de grande e muito bonita (não desvalorizo), parecia ter mais impacto nas fotos e na televisão. Mas valeu a pena visitar.

A nossa tarde, foi preenchida com a visita quase obrigatória ao Madame Tussauds de Londres, com todas as figuras, passeios electrónicos e filmes em 4D (onde a mãe achava que ia adormecer). Tirando o valor dos bilhetes que achei um pouco excessivo, acabo por dizer que achei imensa piada e que a minha personagem de cera preferida era a Tinkerbell (ÓBVIO!). De seguida visitámos a M&MS World, uma loja onde os M&Ms estão literalmente por todo o lado e como um presente para a malta obcecada com a arrumação, separados por cores. E já que estávamos numa de cores e estados infantis, saímos desta para entrar na loja da LEGO. Demos descanso às pernas no restaurante NANDO’S, onde o frango assado ao estilo Português é apresentado de mil e uma formas, por exemplo com um hambúrguer em que a carne é literalmente um peito de frango inteiro sem ossos e o pão uma vianinha. Brilhante, fez-me sentir em casa.

A neve. 

No dia em que voltámos para casa, começou a nevar, e tal como me tinham dito em Portugal, a neve de lá não se compara em nada com a nossa, sendo que a nossa é apenas gelo duro, a de lá é macia e quando caiu parecem flocos de algodão a sobrevoar os céus em todas as direcções, é fria, mas no entanto não molha assim à primeira. Quando saímos de casa, com as malas, e estávamos à espera do UBER para nos levar ao centro comercial onde o mano trabalha, para nos despedir-mos, dei por mim aos pulos no meio da rua, completamente entusiasmada com todo aquele cenário. Quase não sentia as mãos com tanto frio, mas não conseguia deixar de sorrir por estar ali naquele momento a ver neve a sério pela primeira vez. (Nota para os visitantes de Inglaterra ainda no Inverno: Façam o favor de levar casacos de penas quentinhos e luvas de pele.) Foi como um presente de despedida vindo não sei bem de onde. De qualquer maneira, obrigado.

 

Quando vínhamos embora, chorei mais uma vez, não por ser uma Madalena Arrependida que chora por tudo e por nada, e claro que em parte era por ter saudades do mano, mas de certa maneira por estar a despedir-me de uma cidade que me fez sentir tão bem, que me fez sentir tão em casa. E se de certa maneira, alguns dias tiveram as suas doses de momentos agridoce por várias razões, sentia sempre que aquele poderia muito bem ser o meu Mundo. Ali eu não era esquisita, não era diferente, não era infeliz. Ali era eu sem problemas nenhuns e sem complicar com o sistema nervoso de muita gente.

Para primeira viagem não esteve nada mal e superou as expectativas. Fica na minha lista para lá voltar.

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