Life

E que seja apenas Paz e Serenidade

11 Janeiro, 2016

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Comecei a ler o livro “Não queiras ser perfeita, mas faz o melhor por ti” da Jessica Athayde, sem saber muito bem quais os tópicos que o mesmo continha, ou sobre o que realmente falava. Confesso que apenas me inspirei na capa por me referir algumas maneira de ter cuidado connosco próprios. Não costuma ser do género de livros que leio, até porque prefiro Mistérios (principalmente os de Agatha Christie) e os que façam referencia ao Apocalipse, mas talvez tenha sido o meu subconsciente a pedir ajuda, lá acabei por trazer este comigo.

Após os primeiros parágrafos já me conseguia identificar com a autora, e consegui levar o livro muito mais a sério até ás suas ultimas palavras. Para quem nunca passou pelo mesmo, vai muito provavelmente achar que é só mais um livro de “paz e amor” e muita referencia aos sumos verdes, que estão supostamente na moda. Mas eu percebi a angustia, a história e todo o processo envolto na recuperação e como deve ser difícil não desistir nos dias apressados a que a nossa sociedade está habituada hoje em dia.

Porque me identifico eu, perguntam vocês? Porque também eu sofro com o dito mal psicológico que muita gente pensa ser apenas uma mania de quem o têm, a ansiedade. E tal como a Jessica, também dei por mim, sentada numa cadeira de rodas em pleno hospital sem saber muito bem como tinha lá ido parar. Ou melhor, até sei. Num época mais complicada e cansativa de trabalho, tanto a nível físico como emocional, chegou o dia em que o meu corpo e a minha mente não aguentaram mais e fui transferida de ambulância, do local de trabalho até ao hospital. Não pensem que vos conto isto para parecer a vítima, ou a coitadinha, mas sim para mostrar a toda a gente que é complicado não termos controlo sobre o nosso corpo desta boa maneira, porque tudo começa a falhar, desde as dormências no corpo, aos vómitos, a não conseguir falar e ao batimento cardíaco acelerado de tal maneira que achamos que nos vai sair do peito. Não é uma doença de agora, mas sem dúvida que é influenciada pela nossa maneira de viver, e muito menos se sofre de ansiedade por se querer sofrer de ansiedade deixem-me dizer-vos.

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Enquanto lia as páginas deste livro, ia sentindo uma calma bastante grande, quase que conseguia sentir a serenidade da pessoa que as escreveu, e de certa maneira imaginei-me e seguir um estilo de vida mais calmo, com uma melhor alimentação e com exercício físico  regular (não, não me vou render aos ginásios). A parte em que me vejo a ter mais dificuldades, será mesmo afastar pensamentos negativos, até porque sempre me achei uma pessoa pequenina e sem grande valor para a sociedade, e daí transformar um pequeno problema numa catástrofe Mundial. Mas compreendo que as coisas demorem o seu tempo e obviamente não posso querer tudo de um segundo para o outro. Com calma chego lá.

Antes que achar que este post está comprido demais e parar as minhas palavras, gostava de agradecer á Jessica por incluir algumas dicas para realmente começar um tratamento livre de todos os medicamentos que os médicos tanto insistem em nos fornecer, e por nos mostrar que existe maneira de controlar este grande monstro que existe em nós.

Para quem sofre com a ansiedade ou que precise de mudar a vida para um ritmo mais saudável, aconselho plenamente a adquirir este livro e a prestar atenção a todas as linhas nele escritas, porque acreditem que pode fazer uma diferença bastante grande na vossa vida.  Na minha fez.

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