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Despertadores á Bruta

17 Agosto, 2014

Não sei se já existe. Mas um dos meus projectos futuros vai ser criar um despertador que não me deixe voltar a adormecer. É que entretanto começo a ficar sem opções para evitar o cenário de voltar a adormecer depois do despertador tocar. Ontem por exemplo, deixei um despertador a tocar para as 6 da manha e outro ás 6 e meia para evitar essa mesma situação. A que horas acordei na realidade? Ás 8:20. O pânico instalou-se na minha rotina matinal e foi tudo assim mais que feito á pressa, até porque a loja está por minha conta nos próximos dias. Tendo em conta isto, comecei a pensar que se não arranjar outro método de acordar á séria, a coisa pode vir a correr mal um dia destes. Pensei talvez em utilizar um gravador com a voz da mãezinha a mandar-me levantar o cu da cama, tal como fazia todos os dias ao meu irmão, ou então algo saído dos filmes de Wallace&Gromit , em que despertador me levante no ar, ou me dê uma pancadinha valente, como quem diz “acorda que vais chegar atrasada oh animal!”. Há quem diga que acordar assim de repente com esta brutalidade toda faz mal, mas antes isso do que chegar atrasada aos locais onde tenho de ir, nomeadamente ao local de trabalho, coisa que até agora não aconteceu, e espero sinceramente que não venha a acontecer num futuro próximo. Para quem tem animais em casa que precisem de ir á rua fazer os xixis e os cócós a coisa torna-se ainda mais desesperante, pois não só temos de nos despachar a nós (fala a mulher que não consegue sair de casa sem tomar um raio de um duche), ainda tenho de levar o patudo á rua e esperar que o mesmo se lembre que quer fazer alguma coisa. Este processo tanto pode demorar uma questão de segundos, como pode tornar-se nos mais irritantes 30 minutos de uma vida.
Chegou a existir um despertador da Philips que custava os olhos da cara, das mãos e de todo o lado, que fazia algo como acender uma luz como se estivessemos a falar do amanhecer na rua, ao mesmo tempo que acompanhado do som dos passarinhos por exemplo. Ainda andei com ele debaixo de olho, mas o preço do mesmo fez-me dar 20 passos para trás e deixá-lo na loja onde estava (caso queiram saber, esta maravilha pode ser encontrada na Fnac). Mas a ideia de passarinhos a cantar e da luz a entrar pelo quarto a dentro, ainda não me deixa muito segura se realmente iria acordar ou não. Até porque o meu sono diário é algo semelhante ao hibernar dos ursos no Inverno, portanto ou se acorda á bruta ou não se acorda de todo. Se não me encontrarem pelas ruas nos próximos tempos, já sabem que provavelmente devo estar encafuada em casa a inventar um despertador á prova do sono Português, ou quanto muito do meu.

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