Life

Deixemos a evolução para os automáticos.

11 Abril, 2016

Falemos de evolução. Falemos de tudo de bom que vem com ela. Falemos da mudança que se vê e se sente com a evolução da própria evolução. 
Não há como negar, a evolução prolonga o futuro da população e proporciona vidas melhores e de certa maneira mais felizes. Podem não gostar dela, mas ela está cá para quando precisarem dela.
Eu cá gosto da evolução em geral. Em geral e á excepção de um pequeno aspecto. Aspecto esse que podia parar de evoluir e inovar. E sem mais demoras, falemos da evolução do mundo automóvel.
Calhou ontem em conversa, falar-se de carros que fazem os caminhos sozinhos e que basicamente não precisam de absolutamente a não ser uma rota para chegar ao destino. Isso e combustível, ou (uma vez que falamos do futuro) energia. Quase que podem dormir durante as viagens que vão chegar onde querem na mesma, o que deve criar um desemprego enorme aos condutores privados. Mas nem vamos por aí. Faz-me muita confusão esta história toda de os carros se conduzirem sozinhos sem qualquer tipo de ajuda com as suas mudanças automáticas e tudo o mais. Talvez seja por fazer parte da geração da “Velocidade Furiosa” que me dá ataques de ansiedade saber que um dia o meu carro não vai servir para ser conduzido, mas sim apenas para andar.
Eu percebo que seja uma inovação bastante agradável para alguns e até mesmo uma maneira de salvar a vida de muito boa gente evitando acidentes rodoviários, e não pensem que estou contra a parte de poluirmos menos o ambiente, porque eu cá sou toda a fazer de ideias que salvem o planeta, mas sinceramente e talvez vindo de uma rapariga que passa metade da vida a conduzir de saltos e a deixar o carro ir abaixo, se esse futuro chegar no meu tempo, vou sentir as maiores saudades do meu carro. Do meu carro normal, que eu posso ouvir, sentir e puxar por ele da maneira que mais me apteça. Das mudanças que eu posso trocar ao ritmo do meu estado de espírito.
Sou uma rapariga que gosta do seu carro, e que não preferia trocar toda a sensação de o conduzir pela sensação de ser conduzida. Sou uma rapariga que enquanto puder, não troca as manuais pelas automáticas. Sou uma rapariga que prefere ouvir o rugir do motor, ainda que seja por não estar bom.
Esta é aquela evolução, aquele futuro a que eu queria por um travão.

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