Life

Cá por dentro: Sintra – Palácio da Pena

26 Agosto, 2020

Portanto, não é novidade para ninguém que estou a tentar fazer ao máximo tudo o que não tinha feito até agora por questões que não lembram ao Diabo, e que estou a substituir os meus “queria fazer/ir” por uns belos “vou fazer/ir”. Verdade é que nos últimos dois meses e meio desatei a fazer “check” à minha lista de experiências e coisas que gostava de fazer desde que me lembro. Aulas de tiro, karts, passeios e afins, foram algumas das que já passaram para o quadro dos feitos e das boas memórias a reter, mesmo sozinha. E na realidade, nem me importo muito que assim seja, pois descobri que mais depressa faço o que tenho na ideia quando não tenho de dar cavaco a ninguém ou muito menos depender de ter alguém para ir comigo.

A ultima aventura, levou-me até Sintra. O Palácio da Pena era um dos locais que andava para visitar desde, salvo erro, 2015, altura em que subi aquela Serra toda a pé e quando finalmente cheguei aos portões de entrada para os jardins do Palácio, achei os bilhetes caros e voltei para trás. Desta vez foi diferente. Recordando-me a mim mesma de que tenho um carro fantástico, que adoro e que me leva onde eu quiser ir, enchi o depósito, calcei os ténis e sai de casa bem cedinho para aproveitar o dia todo.

Indiquei ao GPS que queria chegar até Sintra. Como bons confidentes que somos um com o outro, ele ajudou-me a chegar até lá sem problemas nenhuns, tendo mesmo a estrada só para mim (quase). Cheguei por volta das 10h30.  Parei o carro e perguntei a um agente da GNR que ia por ali a passar, qual a melhor maneira de chegar ao Palácio da Pena, ao que o mesmo me respondeu que a maneira mais simples seria estacionar o carro por ali e apanhar o autocarro junto à estação dos comboios. Este autocarro tem o custo de 7€ por viagem e passa apenas de hora a hora. Confesso que não estava de todo inclinada para gastar 7€ numa viagem de poucos kms. Enquanto voltava para o meu carro, acabei por encontrar uma agente de viagens com o seu transporte que me achou com cara de estrangeira e me ofereceu um conjunto de opções para visitar vários locais por ali com ela, pelo valor de 120€. Disse-lhe que era Portuguesa e que não estava interessada em gastar tanto, passando ela assim a indicar-me uma quantidade de truques para chegar ao Palácio sem gastar tanto.

Levei o meu carro até S. Pedro (um pouquinho mais à frente do centro de Sintra) e estacionei perto da Igreja (onde não pagava estacionamento). Ao lado da Igreja, existe uma rua que vai dar acesso aos portões de entrada do Palácio, um caminho de pelo menos 10 minutos a pé, por isso não aconselho a fazer pelas horas de mais calor.  Já tinha adquirido o meu bilhete online, pelo que o mesmo me ficou 5% mais barato e quando lá cheguei não tive de esperar para entrar. Cheguei ao Palácio por volta das 11h10 e a quantidade de pessoas por lá ainda era muito reduzida, sendo maioritariamente estrangeiros. Aliás, à parte do Staff das lojas e serviços do Palácio, acho que eu era a única Portuguesa.

Andei pelos corredores daquele Palácio como se os estivesse a ver pela primeira vez (na realidade fui lá quando tinha 13/14 anos, mas já não me lembrava de nada), parei para ler cada quadro informativo e absorvi toda a história daquele espaço. Todos os pormenores, todos os detalhes. Não fosse a máscara e acabava por me esquecer que estamos em tempos de Pandemia. Passei por todos os quartos onde imaginei cada conto que ali poderia ser contado todas as noites, por cada salão onde me apaixonei por candelabros iluminados e perfeitamente trabalhados e imaginei jantares e festas que ali aconteceram, e pela cozinha onde a quantidade de peças em bronze fizeram as delicias da pasteleira que há em mim e onde quase conseguia ver na minha mente uma equipa de mulheres a trabalhar em modo correria total para conseguir ter tudo pronto para os ditos jantares e festas da realeza. Não só li todas as informações de como as coisas aconteciam, como ainda criei as minhas próprias histórias de amor, de aventura, de felicidade e até de algumas tristezas.

O jardim também é um dos espaços obrigatórios a visitar, não só para a vista que tem para todo o horizonte, mas pela beleza que se vê e paz que se sente ali. Muito calmo e tranquilo. Dei por mim sentada numa pedra a respirar apenas. Sem pensar em mais nada.  Caso vos dê a fome, ou que sejam como eu, que levei uma garrafa de água mas que deixei no carro, existe um café no exterior do palácio onde podem fazer uma pausa e comer um snack ou beber um sumo, e sem problemas.

Finalizei a minha visita na loja de recordações do Palácio, onde fiquei com vontade de trazer tudo, desde aventais com padrões de azulejos Portugueses a jóias inspiradoras. Acabei por trazer comigo ímanes de frigorífico, postais para os amigos e um saco de biscoitos de fabrico local para o Bucky (como não podia deixar de ser).

Para quem está com vontade de visitar o Palácio da Pena, espero que pelo menos a minha viagem e experiência sirva para alguma inspiração ou pelo menos que vos assegure de que podem ter um dia bonito e tranquilo, mesmo com toda a situação de Covid-19. Se houver os típicos cuidados que já sabemos que devemos ter, é uma viagem segura e pode ser um óptimo dia em família ou tal como no meu caso, um excelente dia para espairecer e passar tempo com a pessoa mais importante das vossas vidas: Vocês mesmos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.