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Black Friday – Mais uma edição.

24 Novembro, 2016

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Cada vez estamos mais parecidos com o País de onde quer que tenha saído esta coisa do Black Friday, e isso inclui a loucura das pessoas, dos lojistas e dos espaços comerciais. É, cada vez estamos mais parecidos em tudo, há excepção claro, dos preços, sendo que por lá os descontos passam dos 50% para cima, e por cá ficamos-nos apenas pelos 20% e com um bocadinho de sorte 25% em compras superiores a certos valores.

Sim, realmente a nossa tentativa de nos mantermos em sintonia com o resto do Mundo funciona tal e qual como se seria de esperar de um País como o nosso, invejosa e mesquinha. De certa maneira somos levados a acreditar que neste acontecimento tão grande do Black Friday encontramos descontos tão grandes em tudo e mais alguma coisa que só temos mesmo de aproveitar. Óbvio. O empresário Português não é assim tão estúpido ao ponto de nos oferecer tudo de mão beijada, e tal como me aconteceu o ano passado, em que pensava que estava a comprar uma televisão com promoção de forma simples e eficaz, tornou-se uma revolução de meia-noite onde tive de criar cartões de fidelização, passar 3 vezes pelo balcão de informações e armar “banzé” na caixa registadora. E tudo para aproveitar a mísera promoção de 20% de desconto no valor de uma televisão. Garanto-vos que se ela não fizesse mesmo falta tinha lá ficado há espera que outra alma com mais paciência que eu para estas coisas a levasse para casa. Ok, é certo que nem todas as lojas/espaços comerciais são assim, algumas até facilitam e coiso e tal. Verdade, sim senhora. Mas no entanto parece que tenho um sexto sentido para acertar naquelas que não são assim tão acessíveis. Felizmente (ou apenas coincidência), este ano a minha versão deste acontecimento que se baseia em descontos (medíocres, volto a dizer) vai ser em modo lojista, visto que estou a trabalhar no dito dia/fim-de-semana, por isso pode até ser que a minha paciência para tudo isto esteja realmente em dia.

Poderia ainda, antes de sair daqui para ir fazer outra coisa qualquer, dizer-vos mais uma vez as “regras”  ou dicas para pouparem e não gastarem dinheiro que nem umas loucas (isto para as sortudas que já receberam o ordenado), mas de que serve isso se este dia foi criado exactamente para comprar compulsivamente aquilo que não se precisa e chorar no dia seguinte por ter em casa vinte pares de camisolas da mesma cor que até estavam a um bom preço? A quem pode faça o favor de comprar, quanto mais não seja para rechear a árvore de Natal, só não me apareçam nos espaços comercias uma hora antes da abertura a fazer filas como se estivessem na escola. Não vos vamos oferecer doces por causa da pontualidade.

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