Life

Antevisão

2 Janeiro, 2016

O primeiro dia já passou e chegou ao fim. A primeira página de um livro de 365, se quiserem usar as frases mais típicas destes dias. Finalmente, o cansaço que toda esta folia e festividades tendem a causa pode ser recompensado. Foi um bom primeiro dia. Ainda não livre do cansaço, mas ainda assim um bom dia. Comecei com os amigos e acabei com a familia, com as pessoas mesmo importantes tal como deveria sempre ser. Se o primeiro dia de cada ano tivesse influencia nos outros seguintes, poderia dizer que talvez viria a ter um ano mais simpático do que o anterior.

Se me perguntarem quais os meus desejos para toda esta nova aventura, direi simplesmente que nem sequer como ou gosto de passas, e que sinceramente, toda esta coisa das resoluções e desejos de ano novo não funcionam para mim. Continuo a mesma pessoa e vou continuar a ser tal como sou, mesmo que isso inclua continuar a ter uma obcessão pelo loiro natural do meu cabelo, por ter um número estupidamente ridículo de sapatos, por perder a cabeça com as novas colecções de vestuário, por postar fotos do meu cão constatemente ou por fazer figuras estapafurdias enquanto canto a plenos pulmões dentro do meu pequeno e velhote carro. Vai continuar a ser tudo igual. O melhor e o pior de mim, e sim, o mau feitio, as gritarias e sessoes de pancadaria comigo mesma fazem parte do menu. Porque os anos podem continuar a passar por nós e pela vida em si, e apesar de ficarmos mais velhos a cada dia de vai passando, as descobertas de nós próprios vão sendo sempre uma constante, até porque crescer e sinal de mais sabedoria de nós mesmos. Conhecer o que gostamos, o que queremos, o que somos.

Ninguém pode prever que o próximo ano que acabou de chegar vai ser o mais perfeito de sempre ou que vai fazer a diferença. Nada é certo, e o facto de querermos algo, não lhe dá a definição de certa ou realizavel. Por vezes não é fácil.

Talvez seja o meu sono a falar, o que não me surprrenseria absolutamte nada, mas quando mais olhos para as palavras que aqui escrevo, mais sentido elas me fazem.

Não vos posso dizer que este é O  ano, mas posso diver-vos que gostava mesmo muito de ser capaz de digerir todos os momentos bons ou más, e talvez tornar este ano um pouco mais agradável de viver.

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