Outros

Ai as Saudades…

13 Abril, 2013

Antes de escrever isto ainda fui perguntar á Maezinha Fofinha, a forma correcta de escrever “saudades”, porque penso que aqui á tempos num post destes, mandei um grande pontapé na Lingua Portuguesa e escrevi “soudades”, coisa que ela reparou e me deu nas orelhas por isso. Bom, voltando cá ao assunto que me fez aqui vir escrever o que sinto. Hoje encontrei um caderno antigo da escola, que na altura tinha forrado com fotografias de todos os que estavam comigo todos os dias. Hoje alguns ainda estão, mas outros seguiram com as suas vidas – e eu espero que estejam muito felizes – e eu, que reconheço que sou desnaturada com os amigos e afins, nunca fiz um esforço para manter o contacto. Hoje arrependo-me imenso e as saudades que senti ao olhar para aquele caderno repleto de memorias quase me fez chorar –  sim, sou muito chorona e emotiva -, pois percebi que se tivesse feito um pequeno esforço poderiamos todos estar a criar memorias para o dia de amanha. E foi então que percebi, pode não ser ainda tarde de todo, e lembrei-me da ferramenta que junta as pessoas por mais longe que estejam uma da outra –  isto falando em Km, claro – , nada mais nada menos que o nosso querido Facebook. E assim foi, tentei mandar mensagem  a todas as pessoas de quem já não tenho noticias há imenso tempo só para saber se realmente a vida as tornou em pessoas mais felizes do que fomos antigamente. Alguém me irá dizer, ao ler este post, que continuo agarrada ao passado, e eu respondo já que é absolutamente o contrário, estou a fazer esforços para o presente. Sentir-me mais leve e poder avançar sem nenhuma bagagem que me mantenha presa, porque talvez o problema fosse mesmo esse. Ter a consciencia pesada e não conseguir viver o meu presente e futuro.  Na vida fazemos muitos erros e nem sempre nos damos conta das pessoas maravilhosas que nos cruzam o caminho, e deixamos passar. Sei que este post é um pouco mais sentimentalista do que realmente costumo por aqui, mas sendo isto um blog pessoal, acho que a ideia é mesmo expressar o que sinto. Aprender é crescer, e hoje penso que cresci mais um centimetro e meio, porque apesar de tudo o que aprendi, aprendi sozinha. O meu pai costumava dizer que temos que aprender com os nossos erros, e realmente tinha razão. Continuo com saudades, mas já fico um pouco mais aliviada por tentar.

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