Life

Ah o amor!

15 Fevereiro, 2019

Foi ontem que teve lugar o dia mais romântico do ano, em que todos os amados de qualquer espécie (maridos, namoradas, casos de uma noite) ,saíram à rua para mostrar o seu sentimento de amor pela outra pessoa de todas as maneiras possíveis e imaginárias.

Presentes, jantares, idas ao cinema, chocolates… é só escolher. As opções são muitas e nos dias de S. Valentim, existem mesmo menus,conjuntos, embrulhos específicos para a ocasião. É uma alegria. Ou não.

Gosto de celebrar o amor, tal como qualquer outra pessoa,ainda que não acredite muito na obrigatoriedade do dia em si, de fazer algo em especial que não se faria noutra altura qualquer, mas ainda assim gosto de desejar um feliz dia ao mais-que-tudo (e se não for pedir muito que ele sempre disso também). Não gosto da exigência de prendas ou jantares mais finos. Cada um celebra como gosta ou pode, é a minha opinião.

O assunto que me trás aqui é mesmo outro, e sim, tem a ver com as prendas em questão, mais propriamente com as pessoas que as compram e a maneira como as compram.

Para vos explicar melhor, vou dar-vos um exemplo de entre os vários a que assisti ontem (e trabalhando eu numa loja bastante frequentada nestes dias podem imaginar a quantidade de coisas que ouvimos).

Estou eu no meu posto de trabalho, pronta a ajudar os amados a encontrar algo especial, quando entra um senhor, que até nem parecia estar com muita pressa e me pede ajuda para escolher dois perfumes para oferecer à esposa. Assim o fiz, e após algumas propostas, eis que o senhor me diz: “Olhe pode ser estes dois, que não tenho paciência nenhuma para isto”, com um ar de quem nem queria estar ali.

A minha questão é: se estamos a oferecer no dia dos namorados, o dia em que se celebra o amor, e já que vamos oferecer algo, não deveria ser com outro tipo de pensamento, sentimento? Ou será que este dia virou apenas uma espécie de Natal comercial, onde só importa mesmo dar porque sim?

Pessoalmente, prefiro fazer um jantar em casa e estar descontraída com o mais-que-tudo (caso tivesse casa só minha). Ou fazer algo pessoal que realmente mostre a minha dedicação e não só oferecer ou fazer porque é o dia. Fiquei com a sensação de que o AMOR, já não é o que era e cada vez fica pior. Somos assim tão facilmente comprados, que basta nos darem algo ou nos levarem aqui ou ali e fica tudo bem, mesmo não existindo respeito ou na realidade amor e dedicação?

Nunca me considerei uma entendida neste assunto, até porque na minha relação quem faz as maiores trapalhadas sou mesmo eu, mas no fundo existe sentimento e vontade de sermos mais e melhor. Para mim o AMOR deveria ser mesmo isso, e não um “não tenho paciência para isto” seja em que dia for.

Se for para celebrar, celebrem como deve ser.

E já agora, se for para amar, que amem como deve de ser.

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