Fashion&Style

Ah a vida no campo…

8 Junho, 2015

Viver no campo, sempre teve as suas vantagens. Ao contrário de viver na cidade, podemos acordar calmamente sem o barulho das sirenes, do transito constante, das pessoas na rua, posso levar o cão à rua em pijama sem ninguém me criticar por isso, posso andar pelo quintal a cantarolar e a fazer o que bem entendo seja ás horas que for dentro de casa, sem ter o vizinho do lado ou do andar de baixo a fazer um escândalo porque deixámos cair o carregador do telémovel no chão ás tantas da noite (peço desculpa sim?) ou porque damos passos muito pesados (mais uma vez peço desculpa se não tenho pézinhos de cinderela). Realmente viver no campo é um sonho. A calma, a falta de poluição sonora e ambiental, o canto dos passarinhos pela manhã que sabe sempre tão bem e……os bichos. Pois, aqui é que a porca torce o rabo. A parte negativa de viver no campo, é sem dúvida os bichos rastejantes e viscosos que andam por aqui a circular como se isto fosse a casa da Joana, a meter medo a tudo e a todos, e principalmente a dar-me ataques cardiacos a mim. Ontem, um dia fantástico, com sol, piscina e boa companhia, eis que demos pela presença de um entruso, ou neste caso uma entrusa, dentro de água. E não, não falo de rãs ou sapos, até porque disso há para aqui aos molhos e as mesmas já fazem parte da mobilia. O bicho que encontrei dentro de água ontem, era nada mais, nada menos do que uma bela cobra castanha com manchas pretas. Se há bicho que eu abomino é este (mais uma das heranças fofinhas da mãe), e vê-lo ali super descontraído dentro da água onde já tinhamos estado à coisa de minutos atrás e super assustador. E não me venham cá com coisas que era daquelas cobrinhas pequeninas do campo e que eu estou para aqui a exagerar e a fazer um filme de terror, porque o raio do bicho até era bem grande e eu só queria vê-lo dali para fora e de preferencia com uma machadada em cima. O estupido do bicho lá acabou por fugir, mas passei o resto do dia com um olho no burro e outro no cigano e as pernas prontinhas a correr dali para fora, não fosse ela lembrar-se de voltar para mais um banhinho.

É nestas alturas em que eu penso que não fui feita para viver no campo. Ou melhor, eu até fui, as pessoas que não limpam os seus terrenos cheios de molhos de silvas maiores que eu, sem se preocuparem com os viznhos á volta, é que provavelmente não foram feitas para isso.

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