Outros

Afinal o País sempre pode evoluir.

18 Maio, 2013

É a noticia que anda a correr Portugal, e da qual eu só tive conhecimento hoje. Foi aprovado ontem no parlamento o projecto de lei do PS, que permite a co-adoção dos casais homossexuais. Não só fico contente com a noticia, porque acho que é um direito humano, poder criar um filho, mas também por ver que realmente as pessoas do parlamento começam a fazer algo que mostre trabalho e dedicação com o povo, e não com as suas próprias carteiras. Apesar de ter havido quase tantos votos negativos como positivos por parte dos vários partidos.
E entretanto já se houvem criticas negativas, e digase de passagem, estapafurdias. Como por exemplo vários blogues mencionarem que as crianças serão os escravos sexuais ou coisas racistas deste género. Minha gente, vamos lá a ver se a gente se entende. O importante aqui são as crianças – que podemos dizer que são aos milhares – que necessitam de um lar de onde posssam obter amor, carinho, proteção e educação. Por que raio seria um casal heterossexual mais capaz de proporcionar este tipo de coisas a uma criança do que um casal homossexual? Eu sinceramente não vejo a diferença, até acredito que seja mais ao contrario, devido a todas as histórias que aparecem nos jornais de maus tratos e abandonos. E aproveito para concordar com a Sónia Morais Santos – escritora do blog Cocó na Fralda – em como as crianças não serão mais ou menos criticadas nas escolas por terem pais do mesmo sexo. Se forem gordas, é porque são gordas, se forem negras, é porque são negras. Vai sempre existir este tipo de estériotipos que as crianças utilizam para serem más umas com as outras. Grande parte também depende da educação que recebem em casa sobre estes assuntos. Portanto pessoas mázinhas que não concordam, e atenção que não estou a tirar o direito a expressão de ninguém, podem comentar da maneira que quiserem, mas por favor deixem as acusações infantis e tristes para vocês, sim?
Todo o ser humano, como já referi, têm o direito de poder dar educação e criar uma criança. E não importa a religião, o sexo, a idade. São pessoas, e muitas delas com imenso amor para dar.
Confesso que fiquei feliz com esta noticia, e pela primeira em muito tempo, até tenho vontade de dizer “Força Portugal”, sem ser em algum dos jogos da seleção. Acho que desta vez começamos a entrar no bom caminho. Vamos a isso!

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