Life

Abençoados sejam os blocos de gelo!

28 Agosto, 2015

Seria de esperar que esta minha louvação aos congeladores, arcas frigorificas e tudo o mais que se encontre nesta família de “arrefecimento”, se deva ao calor e ao sol que se fazem sentir lá fora no dia de hoje. Está um dia lindo, lindo, mesmo perfeito para quem sente saudades dos dias de praia, agora que o verão está quase a acabar. Mas a verdade é que o motivo da minha alegria e agradecimento pela existência destes ditos eletrodomésticos passa nada mais, nada menos do que a maior dor de dentes que já alguma vez me lembro de ter sentido, e acreditem que já tive umas boas e bem intensas. Mas desta vez a dor é tão grande que nem a boca consigo fechar, com medo que os dentes toquem uns nos outros e me deixem completamente K.O.

Tendo feito uma desvitalização recentemente, já me tinham avisado que esta mesma situação seria mais do que normal, mas por amor aos Deuses, não podia a dor vir reclamar noutro dia sem ser na minha folga?

Ainda não meti os pés fora de casa e não me parece que o vá fazer tão cedo. Ainda tentei fazer algumas das ditas tarefas domésticas para me distrair da dor, mas nada. Começa a ser uma tradição, passar as folgas a sentir uma dor aguda seja lá onde for. Hoje já gritei com toda a gente, já chorei agarrada á cara, e já mandei uns quantos pontapés ás paredes, só ainda não me lembrei de mandar murros a mim mesma. Hoje o meu estado de espirito, que era de alguém motivado por ter uma folga para trabalhar nas coisas que tem deixado para trás por falta de tempo (incluindo o blog), passou a ser de alguém em pleno sofrimento e estados depressivos. Literalmente!

A minha solução são mesmo os anti-inflamatórios que a minha querida mãe vai tendo sempre aqui por casa e ás quantidades astronómicas de blocos de gelo para encostar á pele dando-me assim uma dormência temporária.  O truque é ter sempre algo frio em contacto com a zona que me provoca dores de outro Mundo e me faz ralhar com toda a gente. Por isso se não me virem durante o dia de hoje, e se por acaso andarem á minha procura, saibam que me podem encontrar aninhada no sofá, completamente contorcida e envolta em bloquinhos de gelo.

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