Life

A minha pessoa e os projectos de grande porte.

25 Abril, 2017

Gosto de projectos. Gosto de ter a minha cabeça sempre a magicar coisas novas e diferentes para fazer, e sentir que a minha vida não se baseia só em levantar, trabalhar, comer e dormir (seria um pouco parecido com esta ordem). E desde que me lembro que adoro estar em actividade por algo meu, por algo que me dá gozo. Ideias tenho imensas, desde aos presentes de Páscoa dos miúdos (que têm sempre de ser um pouquinho mais especiais, devido às alergias a frutos secos), aos projectos de maiores dimensões, e ainda que metade não chegue a ganhar vida, a verdade é que quando meto algo na cabeça, tem de ser feito e tem de ser feito bem depressa. Se forem ideias pequeninas e que se fazem sem grandes gastos, por norma até faço assim que penso nisso, mas o meu grande problema são aquilo que chamo de “projectos de grande porte”.

Quase a chegar aos 26, é mais do que normal que já tenha dito projectos, ideias, objectivos de maiores dimensões, valores e que não dependem somente das minhas mãos ou acções. Já tivemos a criação do blog, a remodelação do quarto, a luta para ter ou construir um lar próprio e a mais recente passa por ter um negócio próprio, entre outros. Desta lista abreviada com aqueles projectos que mais me moeram o juízo, apenas dois ganharam vida, sendo eles o blog (que ainda assim pretendo melhorar nível visual e de conteúdos), e a remodelação do quarto que ainda me demorou dois anos a ficar mais ou menos completa. E apesar de estarem (semi) concluídos, continuei a fazer o que falo sempre. E aqui é que ter projectos/objectivos se torna um problema para mim.

São imensos, tal como já vos disse, mas quando os mesmos demoram algum tempo a ganhar vida ou a apresentar resultados, o que normalmente acontece é que desmotivo, fico a pensar que não estou a fazer bem o suficiente e que talvez não mereça. Basicamente, se as coisas não avançam depressa o suficiente, eu esmoreço e acabo por deitar abaixo a força que tinha ao inicio para me esforçar para as ver concretizadas. Não me considero uma desistente, muito pelo contrário, até porque não deixo de tentar a minha sorte, apenas fico mas cabisbaixa durante os dias e a minha motivação deixa de ser a mesma. Maior parte das vezes, esta desmotivação com os projectos pessoais acaba por ser levada à minha vida actual, passando pela desmotivação com o meu ordenado, com o trabalho, com a vida. Isto também acontece porque penso muito, mas mesmo muito. Nem quando desligo o corpo para dormir, a minha cabeça pára, continuando a magicar o que pode fazer a seguir.

Talvez toda esta história dos projectos pessoais de alto gabarito, que quase toda a gente tem (normalíssimo), seja um aspecto negativo para mim. Talvez a minha solução seja mesmo estar onde estou a fazer o que faço sem avançar para a frente. Não por falta de vontade, mas para preservar a sanidade da minha mente e da mente daqueles que me rodeiam que provavelmente já não podem ouvir todos os meus queixumes e lamurias. Talvez a solução seja mesmo parar. Não desistir, apenas parar.

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