Outros

A geração (a precisar) do tabefe.

25 Setembro, 2019

Ah esta geração! Esta época em que os jovens e jovens adultos são apelidados de tudo e mais alguma coisa. Eles são os millennials, eles são os inovadores, eles são os criadores do novo futuro ambiental. Eles são tudo. E até nos leva a pensar que a nova geração que estamos a criar(falando eu como se tivesse agora 60 anos e já tivesse no Mundo 5 filhos e 12 netos) é uma coisa maravilhosa, onde a liberdade e a igualdade são uma máxima,e onde o respeito pelos outros até predomina. E dá gosto de ver sim senhora.

E depois há só os parvos que levam ao extremo essa coisa da liberdade e se agarram a tudo o que é negativo nesta vida, passam a ser pequenos ou grandes gandins da sociedade, que precisavam mesmo era de levar um tabefe ou dois naquelas bochechinhas para verem o que é bom para a tosse, como diria a minha avó.

É por causa desta percentagem de geração jovem, que nem pesquiso ao certo quantos são para não me assustar ainda mais, que o meu medo de ter filhos sobe a um outro patamar. E sim, eu sei que a educação que os pais oferecem ao longo da vida, é importante e ajuda, mas e o resto que vem de fora?A educação que vem dos outros gandins já existentes por aí? Ah, pois é, que isto não é tudo um mar de rosas.

E depois andamos nós a criar criancinhas adoráveis, para andarem metidos nas drogas porque é giro e assim é que eu sou rebelde e coiso e tal, para roubarem as contas bancárias dos pais ou as carteiras do pessoal que vai descansadinho no metro porque é mais fácil do que arranjar um emprego. E seno meio disto tudo, o ás vezes coitado, do Pai ou Mãe ainda dá uns tabefes naqueles rabiosques porque fizeram asneira da grossa, eis que ainda são maus pais porque bateram na criança, ou no jovem adulto.

Desculpem lá, mas durante a minha infância, durante a minha juventude, eu levei tabefes, palmadas no rabo e castigos à seria (ainda me lembro de estar proibida de ver televisão por más notas e todos os dias a minha mãe verificava a temperatura da mesma para ver se tinha sido usada), e isso apenas me tornou uma pessoa melhor, com consciência do que é certo ou errado,do que ajuda a sociedade e do que apenas a prejudica. O meu irmão a mesma coisa. Somos pessoas normais que sabem pensar pela sua própria cabeça. E calma,antes que comecem para aqui a atacar, a mencionar que estou a favor da violência nas crianças, saibam que existe uma pequena diferença entre um estalo para mostrar que não se rouba ou falta ao respeito aos mais velhos, e entre partir os braços à criança porque partiu um copo sem querer.

Calma, se a vossa mãe vos der um estalo ao vosso ser com 20 anos porque lhe levantaram a voz, a meu ver é perfeitamente normal e sinceramente só vos faz bem. Eu quase com 30, ainda recebo ameaças destas da minha mãe quando falo um pouco mais à parva do que o costume cá em casa, e não sou vítima de nada por isso. Trata-se de uma questão de respeito e de educação.Não tenho a mínima paciência para os pais que dizem 400 mil vezes na mesma hora para a criança estar quieta, não mexer naquilo, não atirar o objecto ao ar ou ao chão, e, no entanto, não faz mais nada. Eu seria aquela mãe que avisa a primeira vez, e a segunda leva uma palmadinha na mão. Critiquem à vontade.

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