Life

2017 – 1º de 365.

1 Janeiro, 2017

O primeiro dia deste novo ano já passou, e ainda que o cansaço seja mais que muito, depois de todas as festividades, arrumações e vida de correrias em geral, devo estar mais do que grata por poder ter tido a hipótese de passar este primeiro dia com QUASE todas as pessoas que mais me deixam feliz. Devo confessar que não estava com grandes expectativas para este novo ano e muito menos para celebrar o final de 2016 com todas as tradições que são já desta altura costume, e ainda que a minha vontade fosse de começar todo este novo processo no sofá com uma manta em cima das pernas, como tal avozinha de alta idade, acabei por recompor o mau feitio dentro de uma gaveta e esquecer todas as coisas más que permanecem na minha mente, e aproveitar o dia, na esperança de ganhar alguma vontade, alguma força que fosse que me motivasse para esta felicidade que toda a gente partilha pelo começo de 2017. Com toda a gente a dedicar os minutos a pensar nos novos objectivos que se avizinham, eu só conseguia pensar nos que ficaram por fazer, acabando por dar ao meu ano de 2016 uma sensação de falhanço por não ter atingido absolutamente nada de relevante.

E como que por magia, bastou 3 segundos a olhar para as preciosidades das crianças da minha vida, ver a alegria nos seus pequenos olhinhos enquanto me mostravam uma coreografia extremamente elaborada para a idade, ainda que muito atrapalhada e cheia de gargalhadas, para perguntar a mim mesma o raio queria eu levar destes anos em que ainda tudo me é permitido. Poderia sempre escolher entre reclamar por tudo o que não foi feito, tudo o que não se realizou, ou poderia simplesmente optar por fazer como meio Mundo e escolher e idealizar objectivos. Quando se encontra um pouquinho de felicidade, ainda que partilhada por outros (neste caso por três crianças traquinas e com energia para dar e vender), a tarefa de ver a realidade com outros olhos torna-se mais fácil e simples. Por isso, e antes que a tristeza me invada novamente, fica aqui declarado que, achando que não estou a fazer o suficiente com a minha vida, decidi fazer uma coisa nova, que ainda não tenha feito, todos os meses durante o ano, quer seja viajar, experimentar um bocado de tofu ou finalmente gravar uma música e ouvir o resultado sem a apagar antes de sair algum som das colunas.

É muito, mas muito fácil desistir e ficar neste pequeno buraco negro que suga tudo o que seja esperança e felicidade, não nos dando sequer hipótese de voltar a surgir à superfície sem primeiro mostrar como se luta. Hoje tentei fazer isso mesmo, e ainda não estando contente com as minhas reacções, tenho de reconhecer comigo mesma que foi um grande passo, sair e sorrir sem deitar as culpas de tudo em cima de toda a gente. É uma boa maneira de começar este primeiro dia do ano, esta primeira de página das 365 que se avizinham. E que este seja então um ano de lutas positivas, descobertas e aventuras felizes. Bom 2017 a todos, meus amores, e que todos os vossos objectivos se tornem uma luta simples e acima de tudo feliz.

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