Vamos a Lisboa?

Por norma, as minhas idas a Lisboa, têm sinónimo de Centros Comerciais ou Formações lá da Loja. Portanto, e apesar de adorar a cidade, nunca lhe senti realmente o gostinho. Nunca andei por aquela calçada fora sem ser para procurar o Hotel onde a formação da marca X vai decorrrer ou para encontrar a rua que dá acesso ao Colombo, ou ao Vasco da Gama ou sei lá mais o quê. Aqui há dias, enquanto folheava uma revista antiga da Perfumes&Companhia, encontrei um artigo sobre o Chiado e alguns marcos de história que a ele pertencem. O bichinho ficou instalado. Como posso eu amar uma cidade e saber tão pouco sobre a mesma e não a conhecer todos os seus cantinhos, ruas, curvas e azulejos como a palma da minha mão? Decidi a mim mesma que ia tirar um dia para esse efeito. Levar os sapatos mais confortáveis que encontrar por aqui no armário, a máquina ao ombro e aí vou eu a caminho da descoberta. Conhecer todos aqueles recantos, histórias, lendas, culturas. Tornar o meu dia um pouco mais culto, sem qualquer pontinha de ares condicionados, luzes artificiais, e pessoas em modo “zombie” (como diz o Pai) que circulam por aqueles espaços comerciais fechados e nada ambientais sem rumo ou destino. Porque sair de Portugal se ainda existe tanto por conhecer dentro das nossas fronteiras?  É caso para por os pés a caminho e fazer exactamente isso: Caminhar. Caminhar e sentir todo aquele ambiente modernista, mas com todos os pormenores de um tempo antigo repleto de segredos.
Dito isto, só tenho uma questão: Alguêm se quer juntar a mim?



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