O Mundo vai de mal a pior.

Ora, pois então, se ainda não sabem, vão passar a saber. Parece que na Noruega vai existir uma lei que proibe a mendicidade por todas aquelas zonas e como se não fosse o suficiente, ainda vai mais longe e cria a punição para quem ajudar os ditos mendigos, com penas que podem ir até um ano.
Juro, que quando li esta noticia no DN, ia tendo um ataque de riso, porque sejamos sinceros, esta lei não tem pés nem cabeça.
Se uma pessoa mendiga, não é por ter outra opção, suponho eu, certo? E agora vêm os moralistas dizer-me que as pessoas se quiserem arranjam trabalho. Ai sim? Então vamos por partes. Ponto número 1: Metade dos mendigos não tem um local para viver ou uma roupa assim assim, coiso mais ou menos para se apresentar num local de trabalho, certo? E como todos sabemos, esta geração vive muito da imagem, e Deus nosso senhor nos perdoe se dermos emprego a quem cheira mal (porque não tem uma habitação onde se arranjar) e que sinceramente não tem onde cair morto. Ponto número 2: Se alguem arranjar uma habitação temporária, ou doar algum tipo de roupinhas que circulem lá por casa e que já não utilizem, ou até mesmo que arranjem um emprego a um mendigo numa instituição, a pessoa em questão está a ajudar, portanto pode ser presa por isso.
É uma história um bocado confusa, mas basicamente não podes mendigar (como se houvesse opção na maior parte das vezes), mas também não podes receber qualquer tipo de ajuda para não teres de o fazer. Faz sentido não faz?
Adorei especialmente uma parte do artigo que li no DN, em que se referia ás multas quando este tipo de actos são descobertos pela policia em que dizia o seguinte: “…ainda que as autoridades tenham admitido algumas dificuldades na definição do termo, sendo que os infratores seriam sujeitos ao pagamento de multas e penas de prisão.” . Aqui juro que pensei estar a ler uma comédia. Ora então vamos cá passar multas aos sem-abrigo que eles até estão cheios de dinheiro nos bolsos da calças. –‘
Cada vez é mais ridiculo saber das leis que andam em vias de existir. E mais ridiculo ainda saber que fomos nós que escolhemos estas pessoas para criar estas leis. Se a moda pega em Portugal estou para ver.



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