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O Forte de Peniche

1 Fevereiro, 2015
Para quê sair aqui da zona, quando ainda existe tanta coisa que se pode ir espreitando e dar uma olhadela de conhecimento por estes lados? Não me lembro ao certo que alguma vez tinha entrado no forte de Peniche (apesar de achar que sim), mas por alguma razão hoje pareceu-me um bom dia para dar lá um pulinho. Começou a ser construido em 1557, a mando de João III de Portugal, e dava pelo nome  (na altura) de Castelo da Vila, terminando assim as obras de fortificação em 1645. Tendo como utilização militar, a sua função era basicamente defensiva, mas tendo-se revelado bastante ineficaz, passou a ser utilizado como prisão no século de 1800, e mais tarde como prisão politica. Um dos casos mais conhecidos, que dá pelo nome de “fuga de peniche”, foi o de Álvaro Cunhal (politico idealogista do Partido Comunista Português) , entre outros, que ocorreu a 3 de Janeiro de 1960, em que com a ajuda de um dos guardas, foram encaminhados para uma zona mais escura das muralhas e por onde desceram para o exterior com a ajuda de cordas feitas com lençois.
E depois disto tudo vocês vão dizer que eu fui buscar esta informação toda á internet, e ao que vos respondo que sim, é verdade. Mas alguma vez eu me iria lembrar de datas e nomes tão especificos da coisa? Mas fora de brincadeiras, uma das coisas que me chamou a atenção para entrar no forte no dia de hoje, foi a publicidade a uma exposição sobre os campos de Auschwitz e aspectos da Segunda Guerra Mundial em si. Ora, sabendo que isto é dos meus tópicos preferidos, já deviam saber que a minha reação seria entrar desse lá por onde desse. Acabei por não ver a exposição principal, mas dei uma olhada pelos cantinhos do forte e li alguns relatos e histórias sobre a “vida” do mesmo que podem encontrar espalhadas por lá. É um sitio bonito de se visitar, se bem que se torna um pouco sinistro devido a todos os acontecimentos antigos, mas ainda assim vale a pena conhecer. 

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