Não me venham cá dizer que isto não é ser mãe!

É muito giro, é sim senhor. Pequenino, cheio de graça e com tendencias de fofice que nunca mais acaba. Só dá mesmo vontade de encher de mimos e não o largar mais. Eu sei como é deixem lá.
Costumo dizer que esta coisinha laroca que me enche de felicidade assim que entro pela porta de casa a dentro, é a coisa mais parecida que tenho a um filho, e também já é costume ser gozada por inumeras pessoas á minha volta exactamente por proferir tais palavras, como se estivesse a contar a maior das piadas a alguém. Mas só eu sei que lhe posso chamar de filhote,  e mesmo não sabendo o que é exactamente o amor que uma mãe sente pela sua cria, prefiro basear-me pelo sentimento de preocupação cada vez que a porta da rua é aberta e ele atravessa a estrada, o medo quando ele brinca com outros cães de grande porte (até porque é uma criatura que tem menos menos do que tamanho), a ternura quando adormece ao meu colo, a felicidade ao me felicitar quando chego (como se eu fosse a coisa mais importante do Mundo) e a ralação de quando está doente, decide atirar-se do primeiro andar ou simplesmente vomita. Posso não saber o que é ser mãe, mas o que este meu pequenote me faz sentir já me preenche bastante as medidas. 
Até porque os filhos/crias/rebentos de todos os seres humanos comem, tomam banho, fazem necessidades e passeiam (pelo menos enquanto são pequeninos), e eu faço todas essas pequenas coisas todos os dias com o meu pequeno principe de 4 patas. Ainda hoje foi dia de mais um banho após uma surpresa inesperada com certos “presentes” mal cheirosos espalhados pelo chão.
Por todas estas razões e mais algumas, posso não andar cansada como uma recém mamã, mas sei o que é dedicar-me de corpo e alma a um ser vivo por quem estou responsável, e por isso mesmo não me venham cá dizer que não sou uma mãezinha (ou espécie) para o meu pequeno Bucky, que eu ainda me chateio com a situação. Pode não ser o meu rebento, mas é sem dúvida o meu filhote. 



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