É desta que eu vou parar à Gronelândia.

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Faltam ainda 3 semanas para a primeira viagem e o meu coração já anda aos pulos com tudo, o meu estômago parece que nunca mais foi o mesmo e a minha cabeça tenta não se esquecer de nada enquanto acumula um misto de tentativas de eficiência com uma pitada bem agressiva de preocupação.  Pensava eu, na mais pura das inocências (e talvez um bocadinho de ignorância) que a parte mais difícil passava por fazer a mala para um sitio onde chove quase 24/24 horas e o frio constante quase se transforma num Inverno de 365 dias. “Coitadinha” dizem vocês que acabaram de ler esta ultima frase.

Ora bem, depois de falar com o mano e de realmente me sentar com calma em frente ao computador, lá cheguei à conclusão de que, apesar de as malas também ocuparem alguma preocupação da nossa parte, devido ao peso, aos produtos que não podem ser transportados e sei lá mais o quê, existem outros pequenos (gigantes de 5 metros) pormenores que têm de ser pensados, agendados, reservados e pagos antes de toda esta loucura começar (se é que ainda não começou), incluindo os restantes transportes que não envolvem estar a não-sei-quantos-km-do-chão e que basicamente são essenciais para chegar ao meu irmão, ou pelo menos à cidade onde ele vive.

Fui ao site que ele me indicou para adquirir os bilhetes de autocarro, que pensava eu não ter de os adquirir com antecedência, e estive quase meia hora a fazer perguntas em relação aos pontos informativos que eram pedidos, tais como horas, datas, locais, terminais, opções de horário, rotas e sei lá mais o quê, como se estivesse a ler tudo aquilo em Chinês ou Alemão (ou outra língua que eu desconheça por completo) e estivesse mesmo com muito medo de fazer asneira. “Se eu for parar à Gronelândia, vais-me lá buscar?” dizia eu continuamente durante a nossa chamada de Skype enquanto mirava com todos os pormenores as especificações das viagens de autocarro por lá.

Meia hora ou mais depois (perdi um pouco a noção do tempo), e finalmente cliquei no botão de pagamento dos bilhetes, ainda a medo como se carregar naquela opção fosse o sinónimo de disparar uma bala contra alguém. E já está! Os meus bilhetes já estão comigo e pelo menos desta parte já posso respirar de alivio, sempre com a lembrança no fundo da nuca de que vou parecer uma completa parvinha no dia em que lá chegar com tanto medo de perder um avião ou um autocarro. O melhor mesmo será continuar a pedir ao mano que me vá buscar se me perder.

“Se eu for parar à Gronelândia, vais-me lá buscar?” 🙂



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