Aulas em segundo plano.

O meu Note 8 está comigo quase há um ano (ainda não, mas vai lá chegar), e vocês sabem o quanto eu o adoro, todas as funcionalidades, a S pen, e claro, a câmara que se torna um mimo se soubermos trabalhar com ela e tomar as rédeas de todos os truques e manhas.

Quando o adquiri, quase por sorte, com o reembolso de um iphone 6 avariado (processo que demorou quase um ano completo a estar concluído), pesquisei quase todos os vídeos que consegui encontrar sobre como tirar o máximo partido do meu novo na altura aparelho, e vi tantos que me cansei de procurar e de passar minutos colados ao ecrã do portátil. Acho que no fundo não fiquei a conhecer nem metade daquilo que o meu smartphone, pelo menos na altura. Qualidades deixadas de parte como diriam muitos. Sabia eu que a câmara do Note 8 tinha características que até a altura eram as melhores no que toca a telemóveis, mas não sabia muito bem por onde começar.

Logicamente, quando temos o aparelho na mão,  o primeiro instinto é brincar ao máximo e descobrir as novidades tal e qual uma criança de 5 anos com um puzzle novo. E assim o fiz, e achei que sabia o máximo dos máximos, até ontem há noite quando dei por mim a ter aulas com a pessoa mais improvável de sempre.

No concerto dos Scorpions, onde metade da plateia gravou com amor algumas das músicas intemporais desta banda que ainda hoje move montanhas (ou multidões de pessoas), e surpreendentemente via-se mais Samsung no ar do que propriamente iPhone. Mesmo há minha frente, estava um senhor até bastante simpático que passou o tempo todo a gravar e a tirar fotos com o seu Galaxy S9, e eu passado algum tempo de observar, comecei a experimentar algumas coisa no meu Note8 também, e não é que a coisa começou a funcionar bem?

Ora bem, quando dei por mim, estava a gravar só com a segunda câmara, logo muito mais próximo do palco mas sem utilizar o zoom, com uma boa definição e um óptimo som, a tirar fotos com qualidade ao mesmo tempo que filmava, e a retirar a luminosidade como quem pisca os olhos, tudo ao mesmo tempo. E tudo isto porque estava com atenção ao senhor da fila da frente. Depois de tantos vídeos no youtube e de tantas lições e manuais de instruções, eis que dou por mim a aprender uns quantos truques no meio de um dos grandes espectáculos que tive o prazer de assistir até agora. As coisas que aprendemos se prestarmos um pouquinho mais de atenção, ou então se simplesmente formos imitando os gestos de terceiros, que sinceramente foi o caso.

Ao senhor da fila da frente, o meu obrigado pela aula dada sem conhecimento, e obrigado por me ajudar a dar ainda mais uso às qualidades do meu fofinho smartphone.

 



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