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Inferno na Terra

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Prestes a voltar à normalidade, dizem eles.

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Pulgas aos molhos e molhos de pulgas.

Pulgas aos molhos e molhos de pulgas.

O problema começou no inicio deste Verão, em que parece não fui a única a sofrer com ele. Nos últimos anos, eu e o Pai tentámos a todo o custo manter os nossos cães que não estão dentro de casa, livres de pulgas e carraças e todos aqueles bichos horrorosos que se apoderam da pele dos nossos patudos e que não os deixam sequer respirar de alivio sem ter de coçar o pescoço ou o lombo como se a sua própria vida dependesse disso. Normalmente acabávamos por vaporizar o chão ao redor deles com um produto especifico e dar-lhes um banho bem prolongado com uma champô também este apropriado e passado uns dias umas pipetas contra os ditos insectos.

O ano passado a coisa quase que funcionou menos mal, tendo sido necessário o uso de duas pipetas por animal no mesmo Verão, ao passo que nos anos anteriores apenas uma servia bem e fazia a sua função.

Este ano, a coisa piorou bastante. Era como se as ditas pulgas viessem preparadas com kits de sobrevivência e máscaras de oxigénio contra os químicos que lhes púnhamos em cima e pior ainda, vinham em equipas completas para atacar um campo de batalha e sair vitoriosas com isso. Eu e o Pai acabámos por apenas conseguir algumas tréguas quando vaporizávamos a zona onde se encontram os meus patudos e os ditos de dois em dois dias, e ainda assim a coisa não era eficaz, tendo de ser mesmo bem controlada.

Por norma, era o Pai a tratar disto, mas depois dos recentes acontecimentos as coisas acabaram por ficar nas minhas mãos. Todas as vaporizações, rações, águas, banhos e afins eram agora da minha responsabilidade, e durante estas duas semanas fiz tudo como deveria ser, até ontem, em que após mais uma vaporização do chão e dos animais com mais químicos que não fazem bem a ninguém, e ver que o mesmo não estava a resultar, juntando o pânico de o patudo Pingas ter uma ferida ensanguentada na orelha, só tive vontade de ligar ao meu Pai e perguntar o que podíamos fazer para melhorar aquilo tudo que não era mais do que uma confusão extrema de insectos, insecticidas e animais sem descanso. Ligar estava fora de questão, até porque ninguém me iria responder do outro lado, mas no meio de tudo aquilo, olhei à minha volta e pensei que agora tinha mesmo de ser eu a tomar as rédeas e a controlar a situação tal e qual um general comanda as suas tropas. Comecei por vaporizar o chão, limpar a ferida do Pingas e desinfectar a mesma com betadine liquido, e em seguida corri para um veterinário para que me indicasse o melhor para eliminar de vez aquelas pulgas malditas que pareciam ter vida eterna, e ali estava, a solução. Simples e até com um valor mínimo em relação ao tanto que já tínhamos gasto anteriormente. Um comprimido que até dava para dividir não só pelo Pingas, o Jack e o Sargento, mas também uma porção mais pequena pelo Bucky.

Fiquei aliviada, pensando que esta seria talvez a solução que faltava e que desta vez as coisas iam correr bem. Hoje de manha assim que os fui alimentar, pude constatar que realmente o comprimido tinha funcionado e até o Pingas, que era o mais aflito, estava completamente livre daqueles bichos do demónio que até a mim chegaram e deixaram completamente cheia de borbulhas dos pés à cabeça. Literalmente.

Deu-me vontade de ligar ao Pai e contar-lhe o que tinha feito, o que tinha conseguido, tal e qual menina do Papá que sempre fui, mas depois lembrei-me que não podia nem precisava porque provavelmente ele até está a ver lá de cima (seja lá onde isso for) e estaria a rir-se da bela figurinha que vou fazendo por este quintal tentando lembrar-me das coisas que ele fazia na esperança de fazer igual ou minimamente parecido.

Bom Pai, para já as pulgas estão conquistadas. O resto logo se vê.