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2 meses sem ti.

2 meses sem ti.

Faz hoje dois meses que partiste. Se por um lado parece que esses dois meses são uma eternidade, por outro cada vez que regresso a casa já sem a luz do dia, recordo todos os passos daquele dia como se tivesse sido ontem. Não sei muito bem se não andamos todos “às aranhas” a dar voltas e voltas a isto tudo sem saber muito bem o que fazer ou para onde reagir a seguir. Parecemos uns tontinhos e decifrar qual o caminho correcto a caminhar sem nos perdermos nas saudades e na dor da tua perda.

Ninguém nos prepara para isto,  ninguém nos diz o que se é suposto sentir ou fazer no dia-a-dia (mas criticas, essas há e muitas). Não existe um manual concreto de como lidar com a morte daqueles que nos são tudo, ou então talvez até exista, mas duvido que me ajude muito.

Faz hoje dois meses que o meu coraçãozinho se sente como numa montanha russa, ou pelo menos aquilo que eu imagino que se sinta quando se anda numa visto nunca ter andado em nenhuma devido ao medo. E sabem que mais? No meio de tudo isto, de todos estes sentimentos que tão depressa me levam para um estado de euforia em que digo a mim própria que sou forte como tão depressa passamos para um estado de fúria e irritação onde só quero gritar com toda a gente, não tenho medo. Deixei de ter medos que tinha para passar a ter outros completamente diferentes, mas no geral já não tenho medo. Talvez seja pela tua protecção ou por estares a olhar por mim.

O que perdura é mesmo a saudade. Sinto a tua falta, das coisas boas e das coisas más. Sinto a falta de te ouvir a ralhar comigo por causa da quantidade de sapatos que tenho mesmo só tendo dois pés (quase que te oiço a dizer isto ao meu ouvido), e de te ouvir a falar sem parar sobre o novo arco que construíste com as tuas mãos. Sinto falta de te ver a destruir um carro na tentativa de poupar uns trocos em mecânicos, e de todos os planos que tínhamos para este lar que tu levantaste tijolo a tijolo. Sinto falta das tuas teimosias em em relação às nossas saídas, e dos beijinhos de bom dia que me davas todas as manhãs. Sinto falta de tudo isto e tanto mais.

Já lá vão dois meses, e cada vez mais sinto a falta de tudo em ti.